Sexta-feira, Junho 21, 2024
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    Novo estudo indica que a interação com cães é benéfica para a saúde

    Um estudo publicado pela revista científica PLOS ONE demonstra que há um aumento da atividade cerebral em pessoas saudáveis quando existe uma interação ou proximidade com um cão, seja este real ou de peluche. 

    Existe, naturalmente, um maior foco de atenção e prazer emocional na presença de um animal real. Segundo o mesmo estudo, tal acontece porque os peluches não ativam o córtex pré-frontal, a parte do cérebro que processa os pensamentos e sentimentos.

    Entre algumas das funções do córtex pré-frontal estão a capacidade de atenção, resolução de problemas e memória – daí ter sido esta a área do cérebro escolhida para a investigação, afirma a autora principal, Rahel Marti, Doutoranda em Psicologia Clínica e Intervenções Assistidas de Animais na Universidade de Basileia, na Suíça.

    Para perceber de que forma dar festas a um cão é benéfico para a saúde, os investigadores recorreram a uma espetrografia funcional de infravermelho próximo, um scanner cerebral portátil que mede a atividade do cérebro e pode ser transportado para onde for preciso em vez de ser apenas utilizado em laboratório. 

    Com o aparelho devidamente colocado na cabeça, foi pedido aos participantes no estudo (19 pessoas no total) que observassem e interagissem com três cães: um Jack Russel Terrier, um Golden Doodle e um Golden Retriever, entre versões peluche e reais.

    No princípio os participantes podiam apenas observar o animal enquanto este estava do outro lado da sala. De seguida, o cão sentava-se ao lado deles e, por fim, podiam fazer festas.

    Depois do mesmo processo ter sido repetido duas vezes, em dias diferentes, os investigadores concluíram que a atividade cerebral aumentava quando um cão se aproximava – sendo esse aumento mais significativo com a proximidade do animal com vida. Isto porque a interação com o peluche “desencadeia menos afeto”.

    Em relação às festas, o mesmo se aplica. As conclusões trazem, assim, mais provas consistentes de que “interações entre humanos e animais podem aumentar a atividade do cérebro”, acrescenta Rahel Marti.

    Apesar de haver agora mais investigação, Tiffany Braley, professora de Neurologia na Universidade de Michigan, afirma que é necessário ampliar o trabalho feito, incorporando pessoas com condições neurológicas específicas. No entanto, acrescenta que “este estudo pode ajudar numa investigação futura para a neuroreabilitação através de novos dados relacionados com o tipo, intensidade e frequência de interações animais”, de forma a atingir os benefícios fisiológicos e clínicos pretendidos.

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