O número de animais acolhidos no Centro de Recolha Oficial Animal de Castelo Branco atingiu um novo marco em 2025, ultrapassando a barreira dos mil registos. Os dados divulgados pela Câmara Municipal de Castelo Branco revelam um crescimento significativo face ao ano anterior, confirmando uma tendência de aumento tanto nas entradas como nas saídas de animais.
Em 2025, deram entrada no CRO de Castelo Branco 1.065 animais, distribuídos entre 293 cães e 772 gatos. Este número representa mais 184 animais do que em 2024, ano em que se tinham registado 881 entradas (285 cães e 596 gatos). Em termos percentuais, trata-se de uma subida de 21%.
Esta evolução demonstra não apenas um aumento da procura pelos serviços do centro, mas também uma maior capacidade de resposta e encaminhamento por parte das equipas municipais.
Origem das entradas: capturas lideram nos cães e gatos
No caso dos cães, 40% das entradas resultaram de capturas efetuadas no terreno. A Guarda Nacional Republicana foi responsável por 38% dos encaminhamentos, enquanto a Polícia de Segurança Pública contribuiu com 14%. Os restantes 8% foram encaminhados diretamente pelos serviços municipais.
Relativamente aos gatos, a esmagadora maioria (97%) correspondeu a capturas. Uma pequena percentagem foi resgatada pelas forças de segurança, e uma fração residual foi encaminhada pelos serviços da autarquia.
Centro de Recolha Animal de Castelo Branco com Adoções a aumentar 23% em 2025
Um dos dados mais positivos prende-se com o número de adoções. Ao longo de 2025, o CRO registou 333 adoções — 169 cães e 164 gatos — o que representa um aumento de 23% face ao ano anterior (mais 62 animais).
No que toca às saídas de cães:
- 53% foram adotados;
- 42% regressaram aos respetivos proprietários;
- 3% acabaram por morrer;
- 2% foram submetidos a eutanásia.
Já entre os gatos:
- 76% foram devolvidos a colónias;
- 21% foram adotados;
- 1% regressou aos donos;
- uma percentagem muito reduzida acabou por morrer.
Uma realidade que exige responsabilidade coletiva
Os números agora conhecidos revelam um duplo cenário: por um lado, o aumento de abandonos e capturas; por outro, uma maior dinâmica de adoção e de encaminhamento responsável.
O trabalho desenvolvido pelo CRO de Castelo Branco e pelas entidades locais, incluindo associações como a Animais de Ninguém, mostra que a cooperação entre município, forças de segurança e sociedade civil é determinante para enfrentar os desafios da proteção animal no concelho.
Perante esta tendência crescente, a adoção responsável, a esterilização e a identificação eletrónica continuam a ser medidas essenciais para reduzir o número de animais errantes e promover o bem-estar animal em Castelo Branco.



