Durante a época natalícia, o desejo de ajudar animais abandonados cresce — mas também aumenta o risco de decisões impulsivas. Por isso, cada vez mais associações, canis e autarquias em Portugal estão a apostar em alternativas responsáveis à adopção tradicional, promovendo o contacto com animais sem comprometer o seu bem-estar a longo prazo.
Para prevenir devoluções e novos casos de abandono após as festividades, várias entidades optam por suspender temporariamente as adopções, retomando-as apenas em janeiro. O objectivo não é afastar futuros tutores, mas garantir que a decisão de adoptar é ponderada, informada e duradoura.
Municípios como Cantanhede, Coimbra, Vila Nova de Famalicão, Braga, Alenquer e Lisboa implementaram esta medida, acompanhada de campanhas responsáveis de sensibilização que reforçam uma mensagem clara: um animal não é um presente, é um compromisso para a vida.
Passear, visitar e apadrinhar: formas de ajudar sem adoptar
Apesar da suspensão de adoções, existem várias formas de ajudar animais abandonados no Natal — e todas fazem a diferença. Entre as iniciativas responsáveis mais procuradas estão:
- Passeios organizados com cães de canis
Uma experiência simples que melhora o bem-estar físico e emocional dos animais, ajudando-os a socializar e a tornarem-se mais preparados para uma futura adopção. - Visitas a canis e gatis
Permitem conhecer os animais, ensinar às crianças o respeito e a empatia e apoiar as associações sem assumir um compromisso imediato. - Voluntariado por um dia
Ideal para quem quer ajudar pontualmente, contribuindo para tarefas essenciais no cuidado diário dos animais. - Apadrinhamento de animais
Uma solução cada vez mais popular, que permite apoiar financeiramente e acompanhar à distância um animal específico.
Estas alternativas respondem à vontade de contacto com os animais, sem colocar em risco o seu futuro.
Um problema nacional que exige prevenção
Portugal continua a enfrentar um cenário preocupante de abandono animal, com centenas de milhares de cães e gatos errantes. A prevenção passa, inevitavelmente, por adopções responsáveis — e por dar tempo ao tempo.
Programas como os passeios com cães demonstram que o contacto regular com pessoas melhora significativamente a qualidade de vida dos animais e aumenta as hipóteses de uma integração bem-sucedida numa família no futuro. Ao mesmo tempo, permitem que potenciais adoptantes conheçam melhor as responsabilidades envolvidas.
Ajudar animais não tem de passar, obrigatoriamente, pela adopção imediata. Pelo contrário: passear, visitar, apadrinhar ou fazer voluntariado são gestos conscientes que protegem os animais e promovem uma relação mais saudável entre humanos e patudos.




